Vida em Conta

Por uma economia que leva a vida em conta.

Mãe e filha desenhando juntas à mesa de casa

Mais de 120 economistas e mais de 60 organizações da sociedade civil se unem para colocar as condições concretas de vida da população no centro do debate sobre os rumos do Brasil. A Vida em Conta apresenta cinco diretrizes para consolidar os avanços recentes, evitar retrocessos e orientar um novo ciclo de desenvolvimento justo, sustentável e soberano.

Aspessoasnocentro

Desde 2023, o Brasil voltou a contar com políticas públicas, investimentos e instrumentos de planejamento capazes de mobilizar o Estado em torno do desenvolvimento e da redução das desigualdades. Houve avanços no combate à fome e à pobreza, na geração de trabalho e renda, na redução do desemprego e da inflação, na proteção ambiental e na recuperação da capacidade de atuação do poder público.

Mas esse caminho não está assegurado. Os avanços convivem com o risco de retorno a uma agenda de restrição permanente do investimento público, enfraquecimento dos serviços e das instituições públicas e redução da proteção social e ambiental. O país está diante de uma escolha: aprofundar os avanços ou voltar a um modelo que limita a capacidade do Estado de responder às necessidades da população e de planejar o futuro.

Ao mesmo tempo, é preciso reconhecer que crescimento econômico e melhora dos indicadores sociais ainda não se traduzem plenamente na vida cotidiana. O custo de vida, o endividamento, o peso da moradia e do transporte, os longos deslocamentos, a sobrecarga do trabalho de cuidado e a escassez de empregos compatíveis com a formação continuam afetando a renda, o tempo e as perspectivas de milhões de brasileiros.

A próxima etapa começa a partir do que já foi conquistado para enfrentar desigualdades persistentes e fazer o desenvolvimento chegar à vida concreta das pessoas. Transformar crescimento em bem-estar para todas as pessoas, trabalho em dignidade, renda em segurança e autonomia e serviços públicos em mais tempo e qualidade de vida. Fazer da melhoria da vida cotidiana à medida do desenvolvimento do país. Isso é vida em conta.

Não se trata de começar do zero.

Trata-se de partir dos avanços

já alcançados, enfrentar problemas

estruturais ainda não resolvidos

e evitar retrocessos, colocando

as pessoas no centro

do desenvolvimento econômico.

A vidaentrana conta

Levar a vida em conta é transformar as capacidades e riquezas do país em bem-estar, oportunidades e uma vida digna para todos.

A economia está presente nas condições concretas do dia a dia: no preço dos alimentos e do aluguel, no salário, no trabalho, no transporte, no cuidado, nos serviços públicos, nas oportunidades e no tempo disponível.

  • Quanto custa viver?
  • Quanto tempo sobra para viver?
  • Que futuro estamos construindo?
  • O tempo entra na conta.
  • O cuidado entra na conta.
  • O trabalho digno entra na conta.
  • A moradia entra na conta.
  • O transporte entra na conta.
  • O futuro entra na conta.

A vida entra
na conta.

Passageiros dentro de um bonde ao entardecer

Leve
a vida
em conta.

As cinco diretrizes da Vida em Conta propõem caminhos para reduzir as desigualdades, melhorar as condições de vida, fortalecer a soberania brasileira e preparar o país para os desafios econômicos, sociais, tecnológicos e ambientais dos próximos anos.

Cinco diretrizes para o próximo ciclo de desenvolvimento

  1. 1. Reduzir as desigualdades

    Colocar as desigualdades de renda, riqueza, gênero, raça e território no centro das decisões públicas.

  2. 2. Reduzir o custo de vida e ampliar o tempo e as condições para uma vida digna

    Fazer com que moradia, mobilidade e cuidado pesem menos no bolso e no tempo das famílias.

  3. 3. Fortalecer a soberania tecnológica e colocar a inovação a serviço do desenvolvimento sustentável

    Desenvolver tecnologias e cadeias produtivas nacionais, aproveitar de forma sustentável as riquezas do país e reduzir dependências externas.

  4. 4. Acelerar a diversificação produtiva para gerar empregos de qualidade

    Criar mais empregos compatíveis com a formação e as capacidades dos trabalhadores brasileiros.

  5. 5. Reorientar a tributação e o orçamento público para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável

    Tornar a tributação mais progressiva e direcionar os recursos públicos para prioridades sociais, produtivas e ambientais.

  6. Leia as
    diretrizes
    completas

Sobre a Vida em Conta: uma articulação para construir caminhos concretos

A Vida em Conta é uma articulação independente e de longo prazo formada por mais de 120 economistas e cerca de 60 organizações da sociedade civil.

Seu ponto de partida são as Diretrizes para um Projeto de País Justo, Sustentável e Soberano, formuladas a partir de pesquisas, escutas e diálogos com economistas, movimentos sociais e trabalhistas, organizações da sociedade civil e representantes dos poderes Executivo e Legislativo.

A iniciativa promoverá análises, conteúdos, diálogos e ações de comunicação sobre temas centrais para o desenvolvimento do país. Ao longo de sua atuação, avançará também na formulação de propostas concretas, contribuindo para que as cinco diretrizes se traduzam em políticas públicas capazes de reduzir as desigualdades e melhorar as condições de vida da população.

Economistas.
e organizações

Articulada pela Plataforma CIPÓ e pelo Transforma, a Vida em Conta reúne economistas e organizações de diferentes áreas de atuação em torno de prioridades comuns para o desenvolvimento do país.

350 Brasil
ABPES - Associação Brasileira de Pesquisadores de Economia Solidária
Ação Negra
Amazônia de Pé
Aurora Lab
AVINC
ÁGUAS RESILIENTES
BONDE
BRICS Policy Center
Centro de Energia, Finanças e Desenvolvimento
Centro de Finanças Sustentáveis (CeFiS)
Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades - Made_USP
Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento - CICEF
Clarice
Clima de Política
Climainfo
Climate Ventures
DECODIFICA
Delibera
Desajuste Economia Fora da Curva
Engajamundo
0+

organizações da sociedade civil

FALA
Federação Nacional dos Estudantes de Economia
Fogo Cruzado
Fórum de Fundos Soberanos Brasileiros (FFSB)
Frente Nacional dos Consumidores de Energia
Geledes
Grupo de Financiamento Climático para América Latina e o Caribe (GFLAC)
Grupo de Indústria e Competitividade
IndustriALL
INEEP
Inesc
Insituto E+
Insituto Talanoa
INSTITUTO DE FINANÇAS FUNCIONAIS PARA O DESENVOLVIMENTO - IFFD
Instituto Democracia em Xeque
Instituto Update
JUSTA
MaisProgresso.org
Movimento Negro Evangélico
Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM)
MTC Impactos & Sustentabilidade
NoFront
NOIX
Novas Narrativas Evangélicas
Observatório de Política Externa Feminista Inclusiva (OPEFI)
Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas (OIMC-UERJ)
Oxfam Brasil
PerifaConnection
Plataforma CIPÓ
Projeto Brasil Popular
Purpose
Rede Brasileira Pela Integração dos Povos (REBRIP)
Rede por Adaptação Antirracista
REDES DA MARÉ
Sleeping Giants
Sou da Paz
Teia de Criadores
Trabalhadores sem Direitos
Transforma
UNE
Washington Brazil Office (WBO)
World-Transforming Technologies (WTT) - Brasil

Projeções em seis capitais

Coloque a vida no centro do desenvolvimento do país

As Diretrizes para um Projeto de País Justo, Sustentável e Soberano permanecem abertas à adesão. Organizações, economistas, pesquisadores, movimentos e lideranças estão se mobilizando para ampliar a presença dessas prioridades no debate público e contribuir para que elas se transformem em políticas públicas concretas.

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